Este trabalho foi produzido por solicitação da professora Caroline Nagel da disciplina Laboratório de Pesquisa III da Universidade Católica de Brasília
A questão da qualidade da educação não deixa de ser preocupação das escolas, e da sociedade em geral, tanto no Brasil como no mundo inteiro. Se os governos também não se preocuparem com a qualidade de vida dos profissionais da educação, certamente os programas educacionais acabarão em crise, abarcando o caminho do desenvolvimento.
domingo, 22 de maio de 2011
O indicador abaixo contempla o número de matrículas da escolas públicas(federal,estadual e municipal) e privadas de Educação Básica, na modalidade regular, Educação Especial, Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional nos níveis/etapas da Educação Infantil (creche e pré-escola), ensino fundamental e ensino médio:
Reportagens atuais
Apenas 25% dos brasileiros são plenamente alfabetizados
O Brasil é a sétima maior economia do planeta. Mas, no quesito educação, ocupa apenas o 53º lugar na prova que avalia estudantes de 65 países. Só um em cada quatro brasileiros de 15 a 64 anos pode ser considerado plenamente alfabetizado. Os números do Ibope mostram que, apesar de ter caído entre 2001 e 2009, a taxa de analfabetismo funcional ainda é de 28%. Uma parcela da população que mesmo sabendo ler e escrever, não consegue interpretar textos ou usar a matemática para resolver problemas do cotidiano.
Apenas 25% dos alunos que terminam o ensino fundamental aprendem o que deviam na língua portuguesa
No Brasil, mais de 700 mil crianças de 6 a 14 anos ainda estão fora da escola. Apesar da ampliação do ensino fundamental de oito para nove anos, nem todos os que frequentam a sala de aula aprendem. No 5° ano, muitos ainda não conseguem ler. O Pará é o estado em que alunos do 5° ano tiveram pior desempenho no IDEB , o indicador de qualidade do Ministério da Educação. O número combina o resultado das provas oficiais com o índice de aprovação. Na escala de 0 a 10, a média dos estudantes brasileiros do 5° ano foi 4,6 em 2009. O Pará ficou com 3,6. A meta do país é chegar a 6 em 2022. O resultado é que no Brasil só 34% dos alunos que terminam o 5º ano sabem português como deveriam. No fim do ensino fundamental, o aproveitamento é ainda pior: 26%. Com nota 2,9, Alagoas ocupa o último lugar no ranking,no fim do ensino fundamental,bem abaixo da média brasileira que é 4,0.
Ensino médio é o que menos evoluiu ao longo dos anos
O ensino médio, no Brasil, tem os maiores índices de abandono na comparação com outras etapas da educação.De cada dez alunos que entram no primeiro ano do ensino fundamental, só metade conclui o ensino médio até 19 anos, essa é uma estatística desanimadora no Brasil: a evasão.O Piauí é o estado com o pior desempenho no ensino médio. Nota 3 no IDEB. Até 2016, ele será obrigatório para todos os adolescentes de até 17 anos. Isso significa que, além de melhorar a qualidade, as escolas terão de se preparar para receber mais gente.
Notícias Recentes
O alto Índice de Desenvolvimento Humano que o Brasil conquistou há dois anos não chegou à educação. O relatório Educação para Todos, divulgado pela Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) de 2010, mostra que a baixa qualidade do ensino nas escolas brasileiras ainda deixa milhares de crianças para trás e é diretamente responsável por manter o país na 88ª posição no IDE (Índice de Desenvolvimento Educacional), atrás de países mais pobres como Paraguai, Equador e Bolívia. Com índices de repetência e abandono da escola entre os mais elevados da América Latina, a educação no Brasil ainda corre para alcançar patamares adequados para um País que demonstra tanto vigor em outras áreas, como a economia.
Na avaliação da Unesco, o Brasil poderia se encontrar em uma situação melhor se não fosse a baixa qualidade do seu ensino. Das quatro metas quantificáveis usadas pela organização, o País registra altos índices em três (atendimento universal, igualdade de gênero e analfabetismo), mas um indicador muito baixo no percentual de crianças que ultrapassa o 5º ano. Alguns problemas que a educação brasileira ainda enfrenta apontados pelos técnicos da Unesco como fatores determinantes para a avaliação da qualidade do ensino são: a estrutura física precária das escolas e o número baixo de horas em sala de aula.
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sábado, 7 de maio de 2011
Alguns importantes defensores da Escola Pública
Anísio Teixeira é considerado o principal idealizador das grandes mudanças que marcaram a educação brasileira, sendo o pioneiro na implantação de escolas públicas de todos os níveis, que refletiam seu objetivo de oferecer educação gratuita para todos, onde a escola seria um poderoso instrumento de equalização e transformação social.
Fernando de Azevedo que redigiu o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova assinado por mais outros educadores, onde um dos princípios enunciados era que a educação deve ser essencialmente pública, obrigatória, gratuita, leiga e sem qualquer segregação de cor, sexo ou tipo de estudo, e desenvolver-se em estreita vinculação com as comunidades.
Florestan Fernandes em suas idéias sobre o pensamento educacional defendia que a transformação educacional dependia de mudanças globais da realidade social, que a escola pública devia ser de qualidade e de acesso a todos os cidadãos brasileiros e que não há sociedade democrática sem uma educação também democrática.
Roque Spencer Maciel de Barros também foi incansável na defesa da escola democrática, laica e gratuita.
Como defensor da atualidade podemos citar José Alencar que foi um defensor da educação pública de qualidade e do fortalecimento da educação profissional como estratégia para o desenvolvimento econômico do Brasil.
Como defensor da atualidade podemos citar José Alencar que foi um defensor da educação pública de qualidade e do fortalecimento da educação profissional como estratégia para o desenvolvimento econômico do Brasil.
Legislação
A escola não desenvolve seu trabalho no vazio, mas a partir de referências sócio-culturais e legais mais amplas.
A Constituição Federal de 1988 traduz o entendimento de possibilidades de como a educação pode contribuir para a efetiva construção da cidadania. Em seu artigo 206 diz que o ensino será ministrado com base em princípios onde o VII diz: “Garantia do padrão de qualidade”, ou seja, a garantia do padrão de qualidade é exigida e cada escola e sistema educacional mais amplo devem perseguir este objetivo em suas práticas. Por que não é isto que vemos na prática atual, onde a lei já vigora há mais de 20 anos?
A Lei de Diretrizes e Bases - LDB pode ser entendida como a lei maior que regulamenta a educação no Brasil. Em seu artigo 22 diz que a educação básica tem por finalidade desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. Apesar de essa lei ter garantido avanços importantes para a educação brasileira, vemos ainda muitos pontos que podem ser melhorados na prática. Há que se ter uma conscientização geral não só do poder público, mas de toda a sociedade.
www.planalto.gov.br/.../constituicao/constituiçao.htmhttp://www.mec.gov.br/
Ensino Público x Ensino Privado
Partimos do princípio que tanto a escola pública quanto a privada tem por objetivo o bem comum e a formação do cidadão. Sem a coexistência de escolas públicas e privadas, sem o ensino livre à iniciativa privada, o Brasil seria menos democrático e haveria um poder centralizado que prejudicaria a transformação social.
A Constituição Federal estabelece que as escolas privadas se subdividam em duas espécies que são as lucrativas e as não-lucrativas e que o ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as condições de cumprimento das normas gerais da educação nacional e autorização e avaliação de qualidade pelo poder público.
Percebemos certo preconceito em relação as escolas públicas de todos os lados da sociedade, porém temos que observar que verificamos má qualidade não só em algumas escolas públicas mas também em privadas e não podemos generalizar e que compete ao Estado cuidar para que haja qualidade do ensino oferecido em todas as instituições, tomando atitudes que visem os padrões de ensino desejado.
A Constituição Federal estabelece que as escolas privadas se subdividam em duas espécies que são as lucrativas e as não-lucrativas e que o ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as condições de cumprimento das normas gerais da educação nacional e autorização e avaliação de qualidade pelo poder público.
Percebemos certo preconceito em relação as escolas públicas de todos os lados da sociedade, porém temos que observar que verificamos má qualidade não só em algumas escolas públicas mas também em privadas e não podemos generalizar e que compete ao Estado cuidar para que haja qualidade do ensino oferecido em todas as instituições, tomando atitudes que visem os padrões de ensino desejado.
Função dos pais na educação
A escola seja pública ou privada propicia a socialização da criança, mas, é a família e sua função um dos maiores responsáveis pela educação e desenvolvimento dos filhos, sendo assim para que o aluno tenha uma educação efetiva se transformando em um cidadão capaz, a estrutura familiar tem um papel fundamental.
Papel e a valorização dos profissionais da educação
Fundamental também o papel do professor que necessita despertar no aluno o desejo de saber, a curiosidade e vontade de aprender.
A Constituição Federal define que um dos princípios nos quais o ensino deverá ser ministrado é a “valorização dos profissionais do ensino”, porém como a realidade ainda se mostra diferente, este tem sido um grande desafio presente no sistema educacional brasileiro.
Apesar de essenciais, professores brasileiros são desprestigiados
A matéria lançada pelo Jornal Nacional diz que o desinteresse pela profissão é mais do que um sintoma de crise. É uma ameaça ao futuro. Nas faculdades de pedagogia e nas que formam professores da educação básica, os números confirmam o desprestígio. Em quatro anos, caiu pela metade a quantidade de formandos. Houve redução também nos cursos de licenciatura, que formam professores de disciplinas específicas. Uma pesquisa mostra que quase metade dos estudantes de pedagogia veio de famílias de baixa renda e a mãe só fez até a quarta série. E 80% estudaram em escolas públicas. Para que os alunos de fato aprendam, é fundamental que, além de dominar o conteúdo, o professor saiba como ensinar.No Brasil, a lei fixa um salário inicial de R$ 1.187 para 40 horas de trabalho por semana. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a remuneração é bem menor. Na prática, em todo o país, muitos professores recebem menos do que o piso. O Ministro da Educação, Fernando Haddad, diz que há R$ 10 bilhões por ano para reestruturar a carreira dos professores. “O professor ganha no Brasil, em média, 60% do que ganham os demais profissionais de nível superior. Uma das metas do Plano Nacional de Educação é superar essa distância”. Plano que o Brasil traçou para alcançar em 2020.
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