A questão da qualidade da educação não deixa de ser preocupação das escolas, e da sociedade em geral, tanto no Brasil como no mundo inteiro. Se os governos também não se preocuparem com a qualidade de vida dos profissionais da educação, certamente os programas educacionais acabarão em crise, abarcando o caminho do desenvolvimento.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Reflexões do grupo

A meu ver a qualidade da educação está relacionada com o bem estar da sociedade, pois a educação não é uma ilha isolada do resto da sociedade, ou seja, trata-se de encontram um novo paradigma de vida, de vida sustentável que possa renovar nossos sistemas de ensino. Qualidade significa melhorar a vida das pessoas, na educação a qualidade está ligada diretamente ao bem viver de todas as nossas comunidades, a partir da comunidade escolar. A qualidade na educação não pode ser boa se a qualidade do professor, do aluno, da comunidade é ruim. Não podemos separar a qualidade da educação da qualidade como um todo.
Alguns conceitos são necessários para que se mude esse quadro tão preocupante, conceitos como a capacitação de todos os professores, todas as escolas precisam a construção de projetos institucionais pelas escolas. Na verdade, as boas escolas já dispõem de professores capacitados, em sua maioria, havendo a necessidade tópica de uma capacitação eventual, além da necessidade natural de uma formação continuada.
A relação entre escola e a família é outro fator relevante na questão da qualidade, pois faz a maior diferença nos resultados da educação nas escolas é a proximidade dos pais no esforço diário dos professores. Infelizmente, são poucas as escolas que podem se orgulhar de ter uma aproximação maior com os pais, ou de realizarem algumas ações neste sentido. Entretanto, estas ações concretas, visando atrair os pais para a escola, podem ser uma ótima saída para formar melhor os alunos dentro dos padrões de estudos esperados e no sentido da cidadania.
Atualmente, os pais devem estar cada vez mais atentos aos filhos, ao que eles falam, o que eles fazem, as suas atitudes e comportamentos. E, apesar de ser difícil, a escola também precisa estar atenta. Eles se comunicam conosco de várias formas: através de sua ausência, de sua rebeldia, seu afastamento, recolhimento, choro, silêncio.
Outras vezes, grito, zanga por pouca coisa, fugas, notas baixas na escola, mudanças na maneira de se vestir, nos gestos e atitudes, os pais devem perceber os filhos. Muitas vezes, através do comportamento, estão querendo dizer alguma coisa aos pais e  estes, na correria do dia-a-dia, nem prestam atenção àqueles pequenos detalhes. A necessidade de se construir uma relação entre escola e família, deve ser para planejar, estabelecer compromissos e acordos mínimos para que o educando/filho tenha uma educação com qualidade tanto em casa quanto na escola.
Ana Cecília F Reis
A educação, em geral, tem por necessidade básica o interesse pela pesquisa e, principalmente, a colocação em prática, para que exista realmente uma educação de qualidade onde todos, sem exceção, tenham acesso a ela.
Para que isso realmente aconteça todos os profissionais e pessoas envolvidas devem sempre se atualizar, pois, sendo assim, a educação inclusiva e a educação especial será uma só educação onde os portadores de necessidades educativas especiais terão seus direitos respeitados.
A teoria do caos é conceituada como um campo avançado e moderno da matemática que está cada vez mais se difundindo. Ela se dedica às análises de sistemas dinâmicos não-lineares cujo comportamento é fundamentalmente aleatório e imprevisível. A matemática do caos utiliza-se dos estudos qualitativos para investigar, através de modelos matemáticos, os fenômenos naturais que surgem no universo. Os conjuntos de eventos encadeados e aparentemente simples podem, em longo prazo, vir a ser imprevisíveis. A incapacidade humana em compreender com profundidade as várias situações do mundo real como: os sistemas aperiódicos, característicos da natureza (variações na bolsa de valores, fenômenos de turbulências, mudanças meteorológicas, crescimento de pragas, evolução populacional, etc.) é o que leva julgar que existe desordem dentro do domínio do caos. Se analisarmos a educação pública brasileira pela concepção do Caos, poderemos compreender eventos e chegar à ordem universal que o Caos propõe; pois a intenção de estudar esta teoria é para compreendermos melhor a natureza desses casos nas mudanças, e possibilitar nossa intervenção em momentos adequados.
Sendo assim, vamos juntos estudar para sermos ótimos educadores e tentar focar nossa visão filosófica nas mudanças da educação brasileira.
Clesiane Dias R Vieira
Só educando é que teremos jovens e adultos, construtores de sua cidadania e sua participação ativa na vida económica, política e social do país.
A situação educacional brasileira é caraterizada de graves problemas, partindo do insucesso escolar, do crescimento do analfabetismo que é fruto da evasão escolar e outros fatores, das condições precárias em que apresentam as salas de aulas, devido ao elevado número de alunos em relação ao rácio  desejável, do descontentamento dos profissionais do setor, fruto de baixos salários que auferem, do desinteresse dos próprios alunos como resultado da escassez de emprego para muitos técnicos médios e superiores.
Brasil precisa de um patamar educacional que equilibre a equidade, onde a igualdade de oportunidades da educação deve ser proporcionada à todos os cidadãos.
Os dados  mostram que o sintoma mais grave acentua-se nas altas taxas de repetência, e a evasão escolar na educação básica e média, pois que os dados globais sobre a escolarização da população em geral apresentam um quadro bastante negativo que reflete a uma população bastante elevada das cinco regiões do Brasil, que não tenha acesso à escola.
Ainda, dados que preocupam o sistema educacional brasileiro, tem haver com o elevado número de crianças dos 6-14 anos, registado na estatística de alunos fora do sistema de ensino, sendo esta uma operação que repercute negativamente no setor, testemunhando assim a futura permanência do analfabetismo no país.
Que as Instâncias do poder político e responsáveis pela educação no Brasil implementem energias que visam inverter o quadro, com vista a superar a triste situação educacional, que padece de graves problemas.  
José Muhangueno
Grande foi a luta dos diversos educadores pela democratização e qualificação do ensino no Brasil e podemos ver os resultados aflorando cada vez mais no ensino brasileiro. 
Criou-se certa distorção de conceitos considerando que as escolas particulares seriam mais eficientes que as públicas, mas nem sempre o que é pago tem qualidade e podemos verificar que o desempenho escolar não está ligado a este fator. O País ainda hoje tem inúmeras deficiências no campo educacional como alto índice de evasão, alto índice de analfabetismo, deficiências profissionais dos educadores e outras. Se buscarmos as causas não vamos chegar a um consenso, mas nós como educadores sabemos exatamente qual o nosso papel e responsabilidades com a formação de pessoas.
Apesar de vermos tantas falhas no sistema educacional já podemos observar programas governamentais que procuram reduzir os índices e melhorar a qualidade, vemos organizações que investem em projetos ajudando a reduzir índices de evasão e podemos também verificar vários educadores comprometidos profissionalmente e engajados na luta para a formação dos cidadãos criando condições para que os alunos compreendam seu grau de conhecimento e contribuam para seu próprio aprendizado.
Lílian Cael M Mello

domingo, 22 de maio de 2011

Nos indicadores abaixo constam matrículas, taxas de analfabetismo, taxas de aprovação, reprovação e abandono das cinco regiões brasileiras no ensino fundamental e médio:













  
O indicador abaixo contempla o número de matrículas da escolas públicas(federal,estadual e municipal) e privadas de Educação Básica, na modalidade regular, Educação Especial, Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional nos níveis/etapas da Educação Infantil (creche e pré-escola), ensino fundamental e ensino médio:

Reportagens atuais

Apenas 25% dos brasileiros são plenamente alfabetizados
     O Brasil é a sétima maior economia do planeta. Mas, no quesito educação, ocupa apenas o 53º lugar na prova que avalia estudantes de 65 países. Só um em cada quatro brasileiros de 15 a 64 anos pode ser considerado plenamente alfabetizado. Os números do Ibope mostram que, apesar de ter caído entre 2001 e 2009, a taxa de analfabetismo funcional ainda é de 28%. Uma parcela da população que mesmo sabendo ler e escrever, não consegue interpretar textos ou usar a matemática para resolver problemas do cotidiano.
Apenas 25% dos alunos que terminam o ensino fundamental aprendem o que deviam na língua portuguesa
    No Brasil, mais de 700 mil crianças de 6 a 14 anos ainda estão fora da escola. Apesar da ampliação do ensino fundamental de oito para nove anos, nem todos os que frequentam a sala de aula aprendem. No 5° ano, muitos ainda não conseguem ler. O Pará é o estado em que alunos do 5° ano tiveram pior desempenho no IDEB , o indicador de qualidade do Ministério da Educação. O número combina o resultado das provas oficiais com o índice de aprovação. Na escala de 0 a 10, a média dos estudantes brasileiros do 5° ano foi 4,6 em 2009. O Pará ficou com 3,6. A meta do país é chegar a 6 em 2022. O resultado é que no Brasil só 34% dos alunos que terminam o 5º ano sabem português como deveriam. No fim do ensino fundamental, o aproveitamento é ainda pior: 26%. Com nota 2,9, Alagoas ocupa o último lugar no ranking,no fim do ensino fundamental,bem abaixo da média brasileira que é 4,0.
Ensino médio é o que menos evoluiu ao longo dos anos
      O ensino médio, no Brasil, tem os maiores índices de abandono na comparação com outras etapas da educação.De cada dez alunos que entram no primeiro ano do ensino fundamental, só metade conclui o ensino médio até 19 anos, essa é uma estatística desanimadora no Brasil: a evasão.O Piauí é o estado com o pior desempenho no ensino médio. Nota 3 no IDEB. Até 2016, ele será obrigatório para todos os adolescentes de até 17 anos. Isso significa que, além de melhorar a qualidade, as escolas terão de se preparar para receber mais gente.


Notícias Recentes

      O alto Índice de Desenvolvimento Humano que o Brasil conquistou há dois anos não chegou à educação. O relatório Educação para Todos, divulgado pela Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) de 2010, mostra que a baixa qualidade do ensino nas escolas brasileiras ainda deixa milhares de crianças para trás e é diretamente responsável por manter o país na 88ª posição no IDE (Índice de Desenvolvimento Educacional), atrás de países mais pobres como Paraguai, Equador e Bolívia. Com índices de repetência e abandono da escola entre os mais elevados da América Latina, a educação no Brasil ainda corre para alcançar patamares adequados para um País que demonstra tanto vigor em outras áreas, como a economia. 
       Na avaliação da Unesco, o Brasil poderia se encontrar em uma situação melhor se não fosse a baixa qualidade do seu ensino. Das quatro metas quantificáveis usadas pela organização, o País registra altos índices em três (atendimento universal, igualdade de gênero e analfabetismo), mas um indicador muito baixo no percentual de crianças que ultrapassa o 5º ano. Alguns problemas que a educação brasileira ainda enfrenta apontados pelos técnicos da Unesco como fatores determinantes para a avaliação da qualidade do ensino são: a estrutura física precária das escolas e o número baixo de horas em sala de aula.

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sábado, 7 de maio de 2011

Alguns importantes defensores da Escola Pública

Anísio Teixeira é considerado o principal idealizador das grandes mudanças que marcaram a educação brasileira, sendo o pioneiro na implantação de escolas públicas de todos os níveis, que refletiam seu objetivo de oferecer educação gratuita para todos, onde a escola seria um poderoso instrumento de equalização e transformação social.
Fernando de Azevedo que redigiu o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova assinado por mais outros educadores, onde um dos princípios enunciados era que a educação deve ser essencialmente pública, obrigatória, gratuita, leiga e sem qualquer segregação de cor, sexo ou tipo de estudo, e desenvolver-se em estreita vinculação com as comunidades.
Florestan Fernandes em suas idéias sobre o pensamento educacional defendia que a transformação educacional dependia de mudanças globais da realidade social, que a escola pública devia ser de qualidade e de acesso a todos os cidadãos brasileiros e que não há sociedade democrática sem uma educação também democrática. 
Roque Spencer Maciel de Barros também foi incansável na defesa da escola democrática, laica e gratuita.
Como defensor da atualidade podemos citar José Alencar que foi um defensor da educação pública de qualidade e do fortalecimento da educação profissional como estratégia para o desenvolvimento econômico do Brasil. 

Legislação

A escola não desenvolve seu trabalho no vazio, mas a partir de referências sócio-culturais e legais mais amplas.
A Constituição Federal de 1988 traduz o entendimento de possibilidades de como a educação pode contribuir para a efetiva construção da cidadania. Em seu artigo 206 diz que o ensino será ministrado com base em princípios onde o VII diz: “Garantia do padrão de qualidade”, ou seja, a garantia do padrão de qualidade é exigida e cada escola e sistema educacional mais amplo devem perseguir este objetivo em suas práticas. Por que não é isto que vemos na prática atual, onde a lei já vigora há mais de 20 anos?
A Lei de Diretrizes e Bases - LDB pode ser entendida como a lei maior que regulamenta a educação no Brasil. Em seu artigo 22 diz que a educação básica tem por finalidade desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. Apesar de essa lei ter garantido avanços importantes para a educação brasileira, vemos ainda muitos pontos que podem ser melhorados na prática. Há que se ter uma conscientização geral não só do poder público, mas de toda a sociedade.  
www.planalto.gov.br/.../constituicao/constituiçao.htm
http://www.mec.gov.br/